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Por Lia Patricia Rojas
Pessoal, essa é uma parte do que gravamos no making of da Fresno que não entrou na matéria do Pop Up.
Nesse video, rola uma versão mais rápida da música “Deixa o Tempo” que o diretor Maurício Eça pediu para a banda tocar na gravação.
Também tem um breve entrevista do Lucas explicando porque, dessa vez , lançaram o clipe antes do disco novo.
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A arte de manter o bom humor nas gravações de um videoclipe
Por Lia Patricia Rojas
Uma banda mal anuncia no twitter que vai começar a colocar no papel um projeto de videoclipe e a galera já fica na pilha pra ver logo o tal video. E o pessoal reclama que não sai nunca, que ta demorando, que faz um mês que anunciaram o começo da gravação e até agora nada. Quando a gente vê um videoclipe que tem de 3 a 5 minutos, não dá pra imaginar a trabalheira que dá produzir esses minutinhos.
Primeiro, que é uma pré-produção complexa. A banda – às vezes junto com a gravadora – se reune, escolhe um single (imagina numa banda de 4 ou 5, quanto tempo leva pra chegar num consenso).
Aí precisa pensar em que tipo de clipe vai ser. Vai ser de historinha? Vai ser a banda tocando com cenário? Vai ser colagem de show? Vai ser com umas imagens mais loucas meio conceitual? Tudo isso depende muito dde duas coisas das quais dependem quase tudo nessa vida: tempo e dinheiro.
Nessa hora, provavelmente, a banda já tem um diretor e tem que conciliar a agenda dele com a da banda. Discutir o roteiro. Ver a locação, figurino, produção e por aí vai e vai e vai e demora mesmo.
Finalmente, chega o “bendito” dia da gravação. Bandas também sofrem e é o mais comum nessas horas. No making of do clipe, “Deixa o Tempo”da Fresno, o Tavares disse “bom de fazer clipe é ver depois”. E olha que pelo visto eles ainda deram sorte naquele dia, pois chegaram no local às 11 da manhã – a produção estava desde de às 6h na função – e gravaram até 8h da noite. Nove horinhas diretas, mas só porque o clipe era num esquema mais simples de banda tocando. Tem clipe que vira a madrugada. É, e não, não teve exatamente intervalo pra almoço. Teve comida, lógico. Frutas, uns snacks, mas tudo é meio enfiado goela abaixo rapidamente.
O diretor, no caso o grande Maurício Eça, diz ação e a banda toca e toca e toca com toda a energia desse mundo, pois todo take ta valendo.
- “Corta!”
5 minutos para arrumar os penteados, secar o suor, passar o pó. Vai o fotógrafo oficial do making of, o Luringa, junta a banda e tira um tanto de foto. To mundo para atrás e …
- “Ação!”
A banda vai lá com toda a energia do mundo outra vez. Sabe quantas vezes sem intervalo eles fizeram isso? Acho que umas 6 ou 7 vezes tocando a mesma música como se fosse uma grande apresentação ao vivo pra casa lotada. Isso aí foi só na primeira hora. Só de assistir eu já fiquei cansada, pensa eles que precisaram repetir isso o dia todo.
Imagina como deve ser gravar um clipe assim quando a banda não toca bem? Sorte (leia-se competência) que tanto vocal, como guitarra, baixo e bateria arrasam na performance. É bem bacana ver um banda que toca muito ao vivo.
Detalhe: a gravação foi em um estúdio/galpão na Vila Mariana, em São Paulo. Do lado de fora, 20° graus. Do lado de dentro sob as luzes do set, 40°graus, e a banda toda vestida com jaquetas, blusas, cachecol e tal para dar um clima portoalegrense ao clipe.
Ou seja, o pessoal mal come, toca na seqüência a mesma música várias vezes com toda vitalidade possível, passa um calor do inferno e ainda no único intervalo maior, vem a imprensa querendo fazer entrevista. E a gente puxa um daqui, puxa outro de lá, até que junta os 4 pra começar.
Os caras da banda tinham tudo para não estar no melhor humor do mundo, mas que nada. Famintos, suados e cansados, eles, ainda muito animados, zoam durante a entrevista , fazem piadas – algumas proibidas para menores de 14 – , falam de futebol e óbvio do novo clipe.
Lucas e Tavares são os que mais falam. O vocalista geralmente é o mais falante das bandas, mas acho que essa é a primeira vez que vi um baixista que fala tanto.

Os dois mais o baterista Bell misturam respostas sérias com brincadeiras o tempo todo e quem puxa a conversa pro rumo mais centrado é o Vavo. Quando pergunto se algum deles têm um pézinho no cinema, o Lucas
e o Tavares desandam a fazer piadas sobre câmeras no quarto e “filmes para maiores de 18 anos”. Vavo pega o microfone e diz “agora, sério vai…”. Ele comenta sobre o clipe do NXZero, “Só Rezo”, que foi dirigido por um membro da própria banda, o Gee, mas explica que, alí na Fresno, de cinema o pessoal gosta mesmo é de assistir.

Nessa hora, aparece atrás da banda, o diretor Maurício Eça, tirando a língua pra câmera e o papo vira futebol. É um clima de muito profissionalismo, mas com muita descontração, afinal, quem conseguiria passar 9 horas nessa
maratona sem nenhuma zoeira e muito bom humor?
Hoje, o post é com fotos, mas logo mais vai estar aqui no Blog Bastidores PlayTv, a parte da entrevista do making of do clipe da Fresno que não entrou no Pop Up e alguns trechos da gravação do videoclipe também!
Até lá, click aqui e assista o Pop Up dessa matéria.
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Por Adriana Farias
[Twitter]

Um funcionário da equipe do Sepultura registrou dois vídeos em que aparecem os membros do Metallica assistindo, empolgados, a apresentação da banda brasileira. Em um dos vídeos, James Hetfield (vocal e guitarra) aparece ao fundo, sentado na bateria de Lars Ulrich, enquanto come um lanchinho ao som de “Refuse/Resist” do Sepultura. Em outro vídeo é o baixista, Robert Trujillo, quem aparece curtindo o show da banda mineira tocando “Dead Embryonic Sells”.
Confira os vídeos abaixo:
James Hetfield banging on Refuse/Resist
Robert Trujillo digging some Sepultura
Vídeo com Robert Trujillo já está no site da PlayTV
A entrevista exclusiva concedida por Robert Trujillo, baixista do Metallica, ao drops jornalístico PopUp já está disponível no site da PlayTV. Acesse clicando aqui:
Além da entrevista, a reportagem é composta por imagens do primeiro dia de show do Metallica em São Paulo, no dia 30 de janeiro, no Estádio do Morumbi. Trechos da música “Creeping Death” podem ser conferidos no vídeo.
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Por Adriana Farias
[Twitter]
Após a coletiva de imprensa do Metallica, realizada dia 30 de janeiro no Estádio do Morumbi, o baixista da banda, Robert Trujillo (ex- Ozzy Osbourne e Suicidal Tendencies), concedeu uma entrevista exclusiva ao drops jornalístico PopUp, da PlayTV.
O músico, mostrando total disposição para falar com a equipe, contou que estava entusiasmado com sua primeira apresentação, em São Paulo, com o Metallica. “O show nem começou e já dá para sentir a energia do público! Você já escuta as pessoas lá fora batendo palmas e cantando super empolgadas!”, disse o baixista.
Questionado sobre a sensação de tocar para os fãs brasileiros, Trujillo completa: “Uma das coisas que a gente pode esperar do público no Brasil é a energia incrível. E o carinho que recebemos de volta é absurdo! A gente usa isso de combustível: nos alimentamos da energia dos fãs e da paixão que eles trazem”.
Robert Trujillo entrou para compor a banda há 7 anos, com a saída do baixista Jason Newsted. “O Metallica é uma família, o que é ótimo, porque podemos dividir tudo”, disse entusiasmado. “Quando saímos em turnê, especialmente durante o verão europeu, é como se fossemos para um acampamento juntos”, emenda o músico.
O baixista – que impressionou os integrantes da banda com sua habilidade e presença de palco – foi contratado antes do inicio da turnê do disco “St. Anger” (2003). O teste que o fez entrar no grupo está documentado no filme “Some Kind of Monster”, dos diretores Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.
O músico construiu sua marca não só no palco, como também no processo criativo do Metallica. O disco “Death Magnetic” (2008) é o primeiro a ser lançado com sua participação integral. “As músicas [do novo álbum] parecem ter sido escritas para o palco”, explica o baixista.
No desfecho da reportagem, incrementada com imagens do primeiro show em São Paulo, Trujillo define o verdadeiro sentido de uma das bandas mais importantes do heavy metal mundial. “O Metallica nada mais é do que o amor pela música, que faz nosso som e performance atingir as pessoas. Isso é o que nos direciona e motiva! Eu sempre digo que quando nós pegamos a guitarra e o Lars assume a bateria é como se fossemos adolescentes de novo.
O PopUp com o Metallica será transmitido nos seguintes dias e horários:
Terça- Feira (02/02)
08h 57
16h 27
Quarta – Feira (03/02)
10h 57
14h 57
Quinta – Feira (04/02)
12h 57
20h 27
Sexta – Feira (05/02)
14h 57
Sábado (06/02)
17h 57
23h 27
Domingo (07/02)
00h 57 (de sábado para domingo)
18h 57
Sobre a PlayTV
A PlayTV é um canal especializado em música, cinema e games, cuja programação é transmitida 24 horas nas freqüências: 86 da Sky, 13 da Net Brasília e 31 da TV Oi Belo Horizonte. Além disso, pode ser vista gratuitamente, por streaming, no site www.playtv.com.br.
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Por Adriana Farias
[Twitter]

Desde que comecei a ouvir rock and roll – lá pelos anos 90 – a possibilidade de ver ao vivo o AC/DC – os highlanders do hard rock mundial – não saía das conversas com os amigos, quando o tema era sobre quais bandas clássicas tínhamos que ver antes delas se aposentarem.
Lembro até hoje da primeira música que conheci do AC/DC. É essa mesma que vem a cabeça: “Back in Black” é executada há quase 30 anos nas rádios heavy-rock dos quatro cantos do mundo.
Quando o AC/DC anunciou a turnê “Black Ice World Tour” no Brasil foi uma histeria geral! Depois de passar um sufoco para comprar o ingresso no primeiro dia de venda – 01 de outubro – até chegar com a equipe do Pop Up da PlayTV no estádio do Morumbi, passamos por alguns sufocos.
Assim que chegamos ao local, por volta das 16h 30, um pé d’água que não parecia ter fim caia na região. O medo geral era de não conseguirmos nenhuma entrevista para compor a matéria do show, além do risco de algum equipamento ser danificado pela chuva.
Depois de esperar o pé d’agua parar e de fazer muitas ligações, encontrei meus amigos e todos, gentilmente, cederam a entrevista (valeu gente!) para a jornalista e produtora Stella Rodrigues, a Stellinha. Além deles, barrei um menino vestido de Angus Young que tentava pular na frente da câmera e falei que
ele poderia aparecer de outra forma na TV, ou seja, dando entrevista. Outro entrevistado foi um fã com um sotaque forte do sul, provavelmente veio com uma caravana. Pronto, mais uma entrevista encaminhada e outros que estavam aguardando na fila já davam para compor o “povo fala”.
Assim que a matéria estava salva, pedi licença para a equipe e fui ao encontro dos meus amigos que estavam ansiosos para entrar o quanto antes no show.
Aguardamos cerca de 3 horas, inclusive debaixo de chuva, e o AC/DC entrou no palco exatamente às 21h 35. As luzes do estádio se apagaram e só as tiaras de chifrinhos, compradas por pelo menos metade do público, iluminavam a pista e as arquibancadas do Morumbi.
Na abertura do show, um desenho animado foi exibido no telão. A animação mostrava a aventura da banda dentro de um trem descontrolado e em altíssima velocidade. No ápice do trem se “chocar” em direção ao público, eis que aparece uma locomotiva de seis toneladas posicionada de forma tombada atrás dos músicos. Em seguida, os primeiros acordes de “Rock and Roll Train”, um dos singles de Black Ice, são dedilhados e o público, lógico, vai a loucura e canta a música em uníssono! Um trecho dessa parte dá pra assistir aí embaixo.
Ver ao vivo o AC/DC tocando “Highway to Hell”, “Back in Black”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, “You Shook Me All Night Long”, “T.N.T”, “For Those About to Rock (We Salute You)” foi simplesmente emocionante! Confesso que algumas lágrimas caíram quando eu vi aquele homem de mais de 50 anos, magro, quase sem cabelo, mas detonando na guitarra, esperneando, se jogando no chão, correndo de um lado pelo outro a menos de 1 metro da minha visão e até fazendo graça tirando a roupa e mostrando uma cueca com a inscrição “AC/DC” foi realmente inacreditável! E o Brian Johnson então, quase 10 anos mais velho que o Angus Young, cantava divinamente com aquela voz poderosa, grunhida e única!
O show ainda teve direito a chuva de papel picado, fogos de artifício, explosões com seis canhões na música “For Those About to Rock”, além de surgir – montada na locomotiva – uma imensa boneca inflável, só com lingerie, representando a música “Whole Lotta Rosie”.
A atitude e o vigor desses senhores que ainda fazem muito pelo heavy-rock mundial mostraram porque eles são uma das maiores bandas do mundo! “Não falamos bem ‘brasileiro’ (o.O), mas falamos rock and roll”, gritou o vocalista Brian Johnson.
Agora é sentir saudade dessa mega apresentação e invejar os argentinos, que foram presenteados com três shows seguidos do AC/DC – dias 02, 04 e 06 de dezembro – em Buenos Aires, no estádio do River Plate.
…
Ops, esqueci de me apresentar! Sou a Drica e trabalho na produção do Combo Fala + Joga!