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por Daniel Mello
Chegou ao fim (na verdade, já há algumas horas) o primeiro dia do Brasil Game Show, que rola hoje e amanhã no Centro de Convenções Sul-América, no Rio de Janeiro. O evento, maior da América Latina, não é muito grande – são cinco estandes “principais” (NC Games, Bizzard, Warner, Konami e Sony) .
E novidade, mesmo, só por parte da Warner, que trouxe o Mortal Kombat em primeira mão – mesmo lá fora, pouquíssima gente já teve a oportunidade de experimentá-lo. E o jogo já parece muito bom: movimentação rápida e golpes (como ganchos e voadoras) que lembram muito os dos primeiros games da série. Destaque para os fatalties, violentíssimos. Cyrax, por exemplo, faz vários cortes no oponente com uma espécie de disco e finaliza com um chute… e aí as partes voam para todo lado…
Na Blizzard, destaque total para Starcraft II, com estações de jogo liberadas para a galera se divertir e uma área legal para o torneio, com 8 PCs para a competição e um espaço para os espectadores, com telão e tudo. Este estande conseguiu ser o mais disputado da feira: todo mundo se aglomerando para assistir às partidas de exibição e o torneio e jogar nas estações com Starcraft II. Fez falta o World of Warcraft e a nova expansão Cataclysm, já confirmados para o Brasil.
A maior decepção foi na Sony, que não trouxe nada de novo: consoles rodando os primeiros jogo do Move, algumas com games em 3D e oito cabines com volante e pedais para Gran Turismo 5: Prologue – a versão final não deu as caras, mesmo a apenas três dias do lançamento nos Estados Unidos. Vacilo total.
O estande da NC Games trazia novidades das empresas que têm jogos distribuídos pela companhia, como Sega (Vanquish) e Bethesda (Fallout: New Vegas). Nada de espetacular. Na Konami, o espaço todo fo tomado por PES 2011, com jogos no telão e torneios rolando.
Ausências sentidas foram as da Latamel, que representa a Nintendo – em vez da BGS, a companhia preferiu sediar um evento próprio em São Paulo para promover Donkey Kong Country Returns, seu grande lançamento deste fim de ano. E nem sinal da Microsoft, que perdeu a oportunidade de fazer mais propaganda e cima do Kinect.
De resto, estandes menores de editoras, lojas e até escolas de design. Uma curiosidade legal é a exposição com a história dos consoles, logo na entrada da feira: vale a pena dar uma olhada em raridades como o 3DO da Sanyo, os portáteis Game & Watch da Nintendo e até um Telejogo (em bom estado de conservação, por sinal).
Este primeiro dia de Brasil Game Show agradou bastante. O público compareceu em peso (depois das 14h era praticamente impossível circular sem ser empurrado ou trombar em alguém; a foto foi tirada antes do horário de visitação) e pagou caro – ingressos custam entre R$ 20 e R$ 50 -, mas aprovou o que viu, principalmente por parte da Warner e da Blizzard.
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Por Rodrigo Guerra
Depois do estouro da coletiva de imprensa da Nintendo, ficou claro que seria muito difícil para a Sony fazer algo que realmente fosse surpreendente. Na verdade, parecia que a gigante japonesa estava indo para o mesmo caminho que a Microsoft, dando preferência para os jogos casuais e deixando os jogadores dedicados de lado. Felizmente não foi isso o que aconteceu.
Jack Tretton, presidente da Sony CEA, tomou seu lugar de sempre e fez a apresentação do evento. O discurso de abertura não poderia ser diferente das outras empresas, sempre falando das vantagens da linha Playstation sobre as outras plataformas e coisas do tipo. Logo depois disso, Jack chamou Kaz Hirai, presidente da divisão de negócios online e entretenimento digital da Sony, para apresentar a linha de jogos em três dimensões do PlayStation 3.
Hirai disse que o futuro dos jogos está nessa dimensão a mais. Segundo ele, o entretenimento vai usar essa tecnologia como mola propulsora, e o PS3 será o primeiro console de mesa a proporcionar isso. Para provar isso, Killzone 3 foi mostrado usando a nova tecnologia. Os óculos polarizados fazem mesmo uma grande diferença para um jogo de tiro, dando mais impacto nas cenas de ação e nas explosões que acontecem o tempo todo. Os detalhes do cenário ficam um pouco comprometidos, porém é impossível não ficar impressionado. Além dessa nova tecnologia, Killzone 3 também será compatível com o Playstation Move, uma das principais atrações para a E3 desse ano. O jogo chega em fevereiro de 2011, porém é certo dizer que poucos brasileiros poderão experimentá-lo em 3D.
Logo após Killzone 3 a Sony mostrou os jogos que estão sendo desenvolvidos para aproveitar a onda 3D, entre eles Gran Turismo 5, Eye Pet, Motorstorm: Apocalypse, Ghost Recon: Future Soldier, NBA 2k11, Mortal Kombat Fatality e a coletânea Sly Cooper. Com isso a Sony contabiliza que mais de 20 jogos chegarão até o final do ano com essa tecnologia embutida.
Deixando a terceira dimensão de lado, Peter Dille, Vice Presidente de marketing da empresa, entrou no palco para falar dos jogos do Playstation Move, o controle de movimentos do PS3. Ele lembrou que a combinação da Playstation Eye e o Move permitem que os jogos tenham completa sincronia de movimentos, não deixando espaço para movimentos falsos. Tudo o que você fizer em frente à câmera será transportado para o jogo instantaneamente.
O primeiro jogo que foi mostrado com essa nova tecnologia foi Sorcery, que usa o Move como uma varinha mágica e que realiza diversos tipos de feitiços para eliminar os inimigos e resolver puzzles. Depois dele foi a vez de Tiger Woods 11 mostrar a precisão das tacadas e em seguida o jogo de ação Heroes in the Move mostrar todos os mascotes da Sony reunidos em um game, porém, nada profundo foi dito sobre o título, além de ter Sly Cooper, Ratchet, Clank, Jak e companhia.
Para não dizer que o GameTV errou feio, Kevin Buttler, o “garoto” propaganda da Sony, subiu ao palco para fazer algumas brincadeiras com a concorrência, quebrando o gelo do ambiente e colocando sorrisos nos rostos dos jornalistas com suas piadas sarcásticas. Ele sai do palco com a deixa dos jogos do Move, que mostra mais de 20 títulos que estarão disponíveis até o final do ano.
Depois do momento de descontração, o papo voltou a ficar sério. Dille disse o preço do Move: US$ 49,90 para o controle com o sensor de movimento e US$ 29,90 para o controle navegador. O pacote dos dois mais o Playstation Eye e o jogo Sports Champion sai por US$ 99,90 e o combo do PS Move, PS3 e Sports Champion ficará na bagatela de US$ 399. Ele sai do palco com a deixa dos jogos do Move, que mostra mais de 20 títulos que estarão disponíveis até o final do ano, com destaque para um novo Time Crisis que arrancou gritos de empolgação da galera.
O portátil da Sony também teve sua vez, começando com um teaser de God of War: Ghost of Sparta e mais de 70 jogos que chegarão para a plataforma até o final do ano, incluindo Patapon 3.
A rede PSN foi um grande ponto de destaque para a Sony, pois é um dos maiores trunfos da Sony. Para falar sobre ela, Jack Tretton voltou ao palco para dizer seus números: mais de 50 milhões de contas cadastradas, 34 mil filmes para serem baixados e centenas de milhares de episódios de programas de televisão disponíveis para download. Porém esse último ponto não adiciona em nada para nós brasileiros, tendo em vista que não estamos aptos para comprar esse material.
Os usuários da comunidade Home podem ficar felizes, pois poderão assistir trailers de todos os jogos da Sony e seus parceiros no estande virtual que foi adicionado na hora da coletiva. Com isso, segundo Tretton, usuários do mundo inteiro poderão sentir como é estar dentro da E3 sem sair do conforto de sua sala de estar.
Mudando um pouco de assunto, Alex Evans, presidente da MediaMolecule, subiu no palco para demonstrar LittleBigPlanet 2 e explicou como o jogo se tornará uma plataforma de criar jogos.
Voltando ao papo da Playstation Network, foi anunciado a Playstation Network Plus, um serviço que vai custar US$ 50 por ano ou 18 por mês. Ela vai dar ao jogador diversos jogos, descontos na aquisição de alguns conteúdos extras e acesso ao Qore. Porém essa nova modalidade não vai retirar nenhuma funcionalidade extra da rede da Sony, nem nas futuras. Quem fizer assinatura já em julho terá acesso ao Demo de Infamous 2 e dois jogos do PS Minis.
A última parte da coletiva ficou por conta dos jogos do PS3 e suas exclusividades. A EA, por exemplo, vai dar uma versão remasterizada de Medal of Honor: Front Line para quem adquirir a versão de colecionador do novo Medal of Honor no final do ano. Com Dead Space 2, os jogadores vão receber Dead Space Extraction para PS Move. Já a Valve resolveu esquecer tudo o que disse antes sobre o PS3 e vai fazer Portal 2 para o console. Ainda não acabou: a 2K Games resolveu dar um conteúdo extra gratuito para quem comprar a versão do PS3 de Máfia II e a Ubisoft vai produzir um DLC exclusivo de Assassin’s Creed 2 e dar o beta do modo multiplayer para os donos do console da Sony.
Quando tudo parecia que ia acabar, um trailer de Gran Turismo 5 surgiu na tela e revelou a data de lançamento: 02 de novembro. Rolou também um trailer de Infamous 2 que mostrou um Cole diferente, mais jovem e com poder de congelar as coisas ao seu redor.
Se a coletiva tivesse terminado nesse ponto, poderíamos dizer que a Sony tem o melhor conteúdo de jogos para o final desse ano, porém, a gula foi muita. Entrou no palco um carro com o tema de Twisted Metal para mostrar o que David Jaffe estava fazendo nos últimos meses. A demonstração mostrou que o jogo vai ter helicópteros e a matança vai rolar solta atrás do volante.
Apesar da gritaria dos fãs da Sony, pareceu que a empresa foi perdendo o gás conforme a coletiva foi avançando para o final. A empresa esticou demais a sua coletiva o que a tornou maçante e desritmada. Claro que a linha de jogos para toda a linha PlayStation faz inveja para a concorrência, mas seria sensato deixar um pouco do títulos exibidos para serem anunciados durante a E3. A Sony tem uma linha de jogos muito bons para o final do ano e se ela aprender a fazer seu marketing da maneira certa, muitos jogadores vão esquecer do que foi apresentado nas coletivas anteriores. No entanto isso não foi o suficiente para tirar a supremacia da Nintendo desse ano.
Galeria: Coletiva de imprensa da Sony
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por Fernando Mucioli
E aí que God of War III, aquele jogo do grego revoltado, finalmente chegou às lojas. Aqui do Brasil, inclusive. Não acredita? Eu também não acreditava, até passar na loja oficial da Sony, aqui no Shopping Bourbon, em São Paulo, e ver essa fila:
Isso é parte do pessoal que, na última sexta feira, ficou de tocaia na porta da Sony Style para esperar o retorno de Kratos – que, diziam, apareceria por ali à meia noite. Essa foto foi tirada às nova e meia, mais ou menos. Mas os primeiros colocados, Vinícius e Cleisson, estavam ali desde as dez pras oito.
Enquanto a hora não chegava, deu para ver um pouco da decoração da loja (que, por sinal, estava bem bacana) para o evento:
O tempo passou e a fila cresceu, rapidinho, rapidinho. No fim da noite havia, pelas minhas contas imprecisas, tranquilamente mais de cem pessoas. Os vinte primeiros ganharam a máscara que você viu na imagem acima, e os duzentos primeiros ganhariam uma camiseta promocional que o pessoal da organização estava usando. Coisa fina, de verdade.
Um leve (se hambúrguer com queijo e bacon pode ser chamado assim) jantar depois, eu e vários colegas começamos a nos preparar para a tão esperada meia noite – quando os jogos começariam a ser liberados ao público e, em tese, o próprio Deus da Guerra daria o ar da graça. E foi o que aconteceu.
Apesar do guereiro espartano se apresentar mais monossilábico (ou monotônico) do que eu me lembrava nos jogos, a performance levou crianças, marmanjos, senhores, senhoras e jornalistas à loucura. Alguém levantou o fato de que quem estava levantando a porta metálica da loja era o Kratos do primeiro God of War – dada a falta da cicatriz na barriga e do Velo de Ouro – mas logo ignoramos esse fato para ver que os primeiros felizardos já estavam entrando na loja para colocar as mãos no jogo:
Demorou um bocado até que todos pudessem voltar felizes para casa e passar a madrugada jogando. Até uma e meia da manhã, mais ou menos, ainda havia fila.
Resumo da história? A Sony brasileira está de parabéns. Mesmo oferecendo seus produtos oficiais com preços mais salgados que os praticados pela Microsoft e não oferecendo o PlayStation 3 (para quem, num surto de loucura, quisesse comprar jogo e console juntos), o evento foi digno dos lançamentos no exterior.
A (pequena) parte dedicada à família de videogames estava bem decorada, assim como as vitrines, e a grande quantidade de pessoas ajudou para deixar o evento ainda mais bacana. Espero que não só a Sony continue a dar esse tratamento VIP a lançamentos futuros, mas também que a concorrência acorde e mexa um pouco às coisas nesse nosso tão surrado mercado nacional.
Abraços e até a próxima!
Créditos da última foto: Gustavo Lanzetta
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Olá, queridos amigos leitores do GameTV. Este ano a coletiva de imprensa da Sony Computer Entertainment International vai ser um dos principais eventos para a imprensa durante a Tokyo Game Show. Vamos fazer a cobertura online do evento aqui no Brasil.
Fique esperto, pois Fernando Mucioli também está no Japão vendo tudo o que acontece na feira de perto e vai trazer as novidades mais fresquinhas para os leitores do GameTV e do blog da Redação GameTV.
A coletiva de imprensa da Sony acontece às 00:30 do dia 24 de de setembro – mais conhecida como a próxima meia noite e meia. Fique à vontade e se prepare para curtir o evento ao nosso lado.