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Por Rodrigo Guerra
Começou com os joguinhos do tipo “Qual Simpson você é?”. O esquema era responder as perguntas que teriam os resultados cruzados para depois você ter o veredicto. Com o surgimento do MySpace e sua plataforma aberta para desenvolvedores, começaram a surgir os primeiros games sociais. É difícil apontar qual foi o primeiro jogo que reúne os amigos para jogar, porém, é fácil lembrar que Farmville é o jogo com mais usuários ativos nas redes sociais.
Os jogos sociais ganharam vida. Estão se espalhando pelo mundo. Falou em rede social, lá vai um jogo. Olhe para o Orkut, a rede que é a mais visitada entre os brasileiros, onde o BuddyPoke é rei. Aqui na redação, o primeiro que virou moda foi o SpyMaster: era fácil, era simples e enchia nossas atualizações com frases prontas do programa.
A onda dos jogos sociais está chegando ao topo da crista. Antigamente era o simples “clique, clique e clique” para ver os resultados. Hoje no Facebook, já existem jogos mais elaborados, como o Bejeweled Blitz da Popcap e o Rock Riot.
Alguns usuários dessas redes sociais até deixam de lado muitas das ferramentas têm disponíveis, apenas para se dedicar a alguns jogos. Mafia Wars, Castle Age, YoVille, Vampire Wars… A lista é grande que até existem blogs especializados nesse nicho de mercado.
A grande maioria dos jogos é do estilo “leia e clique”, no qual o objetivo é preencher uma barrinha que fica ao lado de cada “missão”. Você tem um certo número que mostra quantas missões podem ser feitas. Depois que valor é zerado, é necessário esperar algum tempo para que sua energia seja recarregada, para aí sim voltar a “clicar, clicar e clicar”. Em todos esses jogos existe a possibilidade de você comprar mais pontos de energia usando dinheiro de verdade – e é aí que vem a grana.
Outros jogos são feitos para o lado marqueteiro da coisa, pensados como uma ferramenta para promover produtos e serviços, ou outros jogos, como é o caso de Champions Online e Dante’s Inferno. Nesses, você pode até ter algum vislumbre de como será tal jogo, sendo algo como uma “web demo”, dando um vislumbre de como é o game final.
A pegadinha é que para fazer algumas missões é necessário ter uma certa quantidade de amigos que joguem o mesmo game – é aí que o jogo vira social. Você e seus amigos podem trocar presentes e itens que podem ser poderosos dentro daquele ambiente. Quanto mais amigos, mais presentes e mais poderoso fica seu personagem.
Isso, no entanto, está ficando fora de controle. No MySpace e no Facebook, a caixa de mensagens das pessoas estão ficando entulhadas de presentes. E é por isso que essas redes estão se preocupando. Atualmente o Facebook, por exemplo, está preparando barreiras para que os usuários não se sintam obrigados a convidar amigos que não participam desses jogos.A poluição do mural incomoda tanto quanto um elefante, afinal, o cara não está socializando de verdade, ele está é agindo como um promotor de tal jogo. Alguns até têm murais de pedidos de inclusão, o que pode ser um desserviço das redes, porque isso pode expor seus dados para pessoas que os usuários nunca viram antes. O importante é lembrar que esses jogos foram feitos para divertir, não colocá-lo em uma situação desagradável.
Os números comprovam a eficácia desses jogos. Farmville, que é o maior Social Game da atualidade, tem cerca de 70 milhões de usuários ativos. Isso é um mundo de gente e que gera renda para a Zynga, seja na compra de itens do jogo, seja nos anúncios que são impressos na coluna lateral do Facebook.
O importante é você se lembrar que jogos sociais existem desde que o mundo é mundo. Quer um exemplo? Pong. Nele você era obrigado a jogar com outra pessoa. Um exemplo mais recente está em Tatsunoko VS Capcom, que fica muito mais divertido se você tem alguém ao seu lado. Diga-se de passagem, nós estamos jogando aqui na redação para fazer a análise. E você pode ver um vídeo que mostra uma luta que eu enfrento o Mucioli.
Ainda bem que, nesse vídeo, quem vence sou eu.