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por Fernando Mucioli
Outro dia eu comentei aqui no blog que não estava tão contente com a Capcom lançando Mega Man 10 – o segundo episódio retro da série em dois anos – apesar de eu ser um grande fã do mascotinho robótico azul. Hoje vou explicar o motivo.
Na verdade, já expliquei. Publico aqui um texto que escrevi não-faz-tanto-tempo-assim, mas que serve como protesto para esse caso e tantos outros de empresas que querem arrancar nosso rico dinheirinho nos fisgando pela nostalgia. Em frente, então:
“Mega Man 10 é picaretagem.
Quem acompanha esse blog sabe que sou uma pessoa meio azeda, mau humorada, sem graça e meio do contra. O último só por diversão. Sabe também que eu gosto dos jogos bons. Dos ruins também, mas prioritariamente dos bons.
E eu adoro Mega Man. Na verdade é uma das minhas séries favoritas junto com Castlevania.
Porque picaretagem, então, se vão reviver (de novo) uma série tão boa de jogos tão bons do jeitinho que a gente lembrava e amava? Pois é, essa última coisinha aí é que é o meu problema. Eu não quero as coisas que eu gosto do jeito que eu gostava quando as conheci. Pelo menos não mais. Para isso tivemos Mega Man 9, pro qual eu já dei uma bela torcida de nariz como vossas senhorias podem averiguar aqui mas que, pensando em retrospecto, é até algo passável. Justificável, até.
Mas fazer duas vezes a mesma coisa? Aí não. Encontro-me de boa. Eu não vou nem discutir a inclusão de um Sheep Man, um Homem-Ovelha-Robô na história, que talvez seja a melhor ideia que tenham tido nesse negócio todo. Só que lançar o segundo Mega Man 2D 8-bits nesse estilo primeiro que me cheira à preguiça. Segundo que me cheira a retrocesso.
Eu francamente não sei se o melhor caminho para a já bem falia franquia do heroizinho azul é se manter nas aventuras 2D. Mas sei não se renova nada ficando preso ao passado. E sei que o futuro podia ter sido Battle Network, mas não foi. Sei também que, infelizmente, o pai Keiji Inafune hoje em dia não dá a mínima para o que acontece com a série.
Mega Man Legend 3? Duvido. Só mencionaram porque sabem que nunca vão fazer.
O risco de inovar existe. Ele sempre existe. E é capaz que se percam mais fãs antigos do que conquistem novos, caso fossem apostar em algo realmente novo. Prefiro, porém, que meu herói morra com alguma dignidade do que continue vivendo na mediocridade.”
Concordam? Discordam? Deixem as opiniões nos comentários.
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