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por Renato Bueno
A foto acima NÃO É do show desta quarta-feira (7) do Video Games Live em São Paulo – ela é de um VGL 2008 nos EUA. Mas os shows foram praticamente os mesmos (com exceção de alguns elementos como maestro, StarCraft no telão e determinados gritos de torcida). É o inovador VGL consagrando seu roteiro ensaiado, sem medo de corresponder à expectativa de espectadores do YouTube lá e cá.
Não que tenha sido ruim o show de São Paulo – até porque qualquer coisa com videogame num telão (ou três telões) já vale por muita vida perdida nos becos escuros em atividades duvidosas. No VGL sempre é possível rir, questionar valores culturais, vetorizar uma lágrima de emoção e até curtir com a namorada sem medo de ser obrigado a responder a perguntas difíceis depois.
Sinopse: Ainda é um belo, divertido e competente espetáculo de games e música. Bom pra aproximar os não-iniciados, introduzir o assunto e até lembrar a galera de que videogame tem som. Mas o roteiro-ensaiado e a falta de novidades começam a incomodar marinheiros de segundas (ou mais) viagens.
Local - HSBC Brasil, às margens da Marginal Pinheiros, menor que o/a Via Funchal. Quem pagou pista ficou confinado no fundo, em pé. Quem pagou “VIP” ficou sentado, geralmente de lado para o palco, em mesas numeradas-stealth. Quem pagou camarote, no andar superior, bem… ficam aqui os parabéns.
Tallarico - Tommy Tallarico, compositor e mestre de cerimônias, carrega as mesmas frases de efeito de 2006, quando o VGL estreou no Brasil. Também continua engraçado/simpático/grande sujeito, improvisando na hora certa.
Bagagem - A perspicácia do público médio do VGL é capaz de derrubar impérios. Tela preta no telão e um maluco grita “Shadow of the Colossus!!!!!!!”; Tallarico cita “um grande amigo” e um soco na mesa ao lado: “pultz, God of War”. Não tem erro. Nossa recomendação é para que o pessoal continue com o bom trabalho.
Grito marcante que salvou a noite de todos - “Toca Ryuuuu!!”
Serviços prestados - Seria de bom grado reunir garçons, assessores e manobristas envolvidos para arriscar um Restart em nome da boa convivência.
Participações especiais – desde MegaDriver, com a banda completa num canto do palco, até Laura Intravia (flautista fritando o tema de Zelda) e Norihiko Hibino (de Metal Gear Solid, esnobando um Snake Eater classudo).
Repertório - F-Zero, Megaman, Final Fantasy 7, Halo, Metal Gear Solid, Sonic, Mario, World of Warcraft, Chrono Trigger, Zelda, Metroid, Castlevania, Guitar Hero Aerosmith… Que mais?
Old - A intro de FF XVII, a brincadeira da caixa em Metal Gear, o discurso de abertura do show, entre outros eventos. Já decoramos tudo.
Ano que vem - Tallarico disse que voltam. E que as mudanças possam ir além de um Master Chief com a bandeira olímpica.
!! — !!: Extra desbloqueado: as fotos aqui publicadas foram captadas na noite de 27 de agosto de 2008, na aprazível cidade de San José, Califórnia. Tem mais aqui.
Fui falar com o Tallarico depois do show, aproveitei pra reclamar de algumas coisas (entre muitos elogios). O show continua muito bom, mas senti falta de Martin Leung e Jack Wall. Não podem tirar a música de Civilization 4 também, que é a que representa o show.
Faltou o DVD.
Faltaram músicas de Final Fantasy.
Faltou novidade.