08
por Fernando Mucioli
Blim, blim, blim – ou como quer que você queira que seja representado o barulho de pegar argolas douradas flutuantes, que concedem poderes sobrehumanos a mamíferos que usam tênis. E não é que a Sega foi lá e pimba?
Pimba!, porque eles fizeram mais ou menos aquilo que comentei no meu post anterior sobre Mega Man, refugos e picaretagem. Em vez de reverterem totalmente à fórmula dos tempos áureos, ele seguiram o estilo Konami de ser: mantiveram (aparentemente) a jogabilidade, os visuais e a sensação nostálgica da era Mega Drive e deram o popular tapa aumentador de definição para deixar tudo mais 2010. Sucesso garantido, então, segundo a minha própria lógica? É isso, certo?
…posso dizer que não?
Ok, na verdade eu não posso dizer que não. Se eu não sou bidu o suficiente pra prever se a comida no restaurante por kilo aqui perto da redação vai ter comida boa ou não*, como vou ser para prever a qualidade de um game que está sendo desenvolvido a pelo menos 24 horas de distância do nosso quente e molhado país?
O primeiro problema está na própria cara do judiado mascote azul. Você assistiu o trailer? Veja só o tamanho dessas pernas! Depois de quase voltar a ser o bichinho gordinho da era Mega Drive, decidiram que seriam uma boa ideia retomar a ideologia Hedgehog 2006, na qual ele mais parecia uma samambaia azul com pernas. Gamer escaldado tem medo de água fria.
Mas o que mais me preocupa é algo que li há algum tempo nas gloriosas internets – uma história sobre o Sonic Team. Longe de ser a equipe dos sonhos da década de 90, o que existe na Sega hoje é um grupo de pessoas sem inspiração, sem motivação e sem talento. Daqueles que se suaram a camisa para bater de frente com Mario, ninguém ficou. O que sobra é um grupo de pessoas concentrada em um simples trabalho mecânico: crie um conceito novo (mas não necessariamente bom), e faça qualquer coisa em cima dele. O Ouriçomem provavelmente veio daí. assim como aquele outro jogo que a câmera te mata mais do que qualquer outra coisa. Mas ei, qual o problema nisso, certo?
Chegamos, enfim, à pulga atrás da minha orelha. Seja sincero: não houve um só Sonic bom desde Adventure, aquele de 1999. E até ele tinha os seus problemas. Isso quer dizer que há mais de dez anos não existe um jogo “grande” da série que preste. Alguns são decentes – a maioria nem isso. Os portáteis começaram bem, é verdade, mas depois de vários capítulos para o GBA, PSP e DS, até essa fórmula começou a cansar. É só ver Rush Adventure e seus diálogos intermináveis com personagens que me fazem querer arrancar os olhos fora.
Antes tudo era só velocidade – e era isso que a Sega tinha para enfrentar Mario. O baixinho bigodudo da Nintendo corria, pulava e esmagava seus oponentes com certa tranquilidade. Desde o primeiro Sonic, se você ficasse cinco segundos sem fazer nada ele olhava pra você com cara feia e começava a bater o pé. O bicho brigava com você. Não é o máximo?
Só que com o tempo, essa atitude – que também era uma arma poderosa contra o reino dos encanadores – ficou boba em vez de amadurecer. A série começou a se levar a sério demais, querer ter história demais, personagens demais, drama demais. O pseudo-romance do ouriço com a moça no “Hedgehog 2006″ não me desce até hoje. Nem com Gourmet, como diria um amigo meu.
Nada do que fez Sonic divertido um dia se manteve nos jogos recentes. Nada.
Por isso mesmo eu tenho a convicção de que nada de bom, nada mesmo, possa sair daí. E por “daí” eu entendo tanto o atual Sonic Team quanto qualquer empresa que tente fazer qualquer coisa com o massacote. Nem que seja para limpar tudo para começar (quase) do zero. Com herói que corre desengonçado e que, dizem alguns, manteve o ataque-bolinha-teleguiado só para compensar o design de fases ruim. Isso eu não sei. O que eu sei é que há uma grande chance de acontecer mais uma vez o que a internet sabiamente batizou de “Sonic Cycle”, ou o “Ciclo Sonic”.
Eu obviamente posso estar enganado. Pode ser que o primeiro episódio de Sonic 4 seja um estouro de excelência e que eu me veja mordendo a língua pelos próximos anos. Mas eu não esperaria por isso. E nem você deveria esperar.
* É mentira. Eu posso prever isso e acertar em 99,3% dos casos.
03
Por Rodrigo Guerra
Começou com os joguinhos do tipo “Qual Simpson você é?”. O esquema era responder as perguntas que teriam os resultados cruzados para depois você ter o veredicto. Com o surgimento do MySpace e sua plataforma aberta para desenvolvedores, começaram a surgir os primeiros games sociais. É difícil apontar qual foi o primeiro jogo que reúne os amigos para jogar, porém, é fácil lembrar que Farmville é o jogo com mais usuários ativos nas redes sociais.
Os jogos sociais ganharam vida. Estão se espalhando pelo mundo. Falou em rede social, lá vai um jogo. Olhe para o Orkut, a rede que é a mais visitada entre os brasileiros, onde o BuddyPoke é rei. Aqui na redação, o primeiro que virou moda foi o SpyMaster: era fácil, era simples e enchia nossas atualizações com frases prontas do programa.
A onda dos jogos sociais está chegando ao topo da crista. Antigamente era o simples “clique, clique e clique” para ver os resultados. Hoje no Facebook, já existem jogos mais elaborados, como o Bejeweled Blitz da Popcap e o Rock Riot.
Alguns usuários dessas redes sociais até deixam de lado muitas das ferramentas têm disponíveis, apenas para se dedicar a alguns jogos. Mafia Wars, Castle Age, YoVille, Vampire Wars… A lista é grande que até existem blogs especializados nesse nicho de mercado.
A grande maioria dos jogos é do estilo “leia e clique”, no qual o objetivo é preencher uma barrinha que fica ao lado de cada “missão”. Você tem um certo número que mostra quantas missões podem ser feitas. Depois que valor é zerado, é necessário esperar algum tempo para que sua energia seja recarregada, para aí sim voltar a “clicar, clicar e clicar”. Em todos esses jogos existe a possibilidade de você comprar mais pontos de energia usando dinheiro de verdade – e é aí que vem a grana.
Outros jogos são feitos para o lado marqueteiro da coisa, pensados como uma ferramenta para promover produtos e serviços, ou outros jogos, como é o caso de Champions Online e Dante’s Inferno. Nesses, você pode até ter algum vislumbre de como será tal jogo, sendo algo como uma “web demo”, dando um vislumbre de como é o game final.
A pegadinha é que para fazer algumas missões é necessário ter uma certa quantidade de amigos que joguem o mesmo game – é aí que o jogo vira social. Você e seus amigos podem trocar presentes e itens que podem ser poderosos dentro daquele ambiente. Quanto mais amigos, mais presentes e mais poderoso fica seu personagem.
Isso, no entanto, está ficando fora de controle. No MySpace e no Facebook, a caixa de mensagens das pessoas estão ficando entulhadas de presentes. E é por isso que essas redes estão se preocupando. Atualmente o Facebook, por exemplo, está preparando barreiras para que os usuários não se sintam obrigados a convidar amigos que não participam desses jogos.A poluição do mural incomoda tanto quanto um elefante, afinal, o cara não está socializando de verdade, ele está é agindo como um promotor de tal jogo. Alguns até têm murais de pedidos de inclusão, o que pode ser um desserviço das redes, porque isso pode expor seus dados para pessoas que os usuários nunca viram antes. O importante é lembrar que esses jogos foram feitos para divertir, não colocá-lo em uma situação desagradável.
Os números comprovam a eficácia desses jogos. Farmville, que é o maior Social Game da atualidade, tem cerca de 70 milhões de usuários ativos. Isso é um mundo de gente e que gera renda para a Zynga, seja na compra de itens do jogo, seja nos anúncios que são impressos na coluna lateral do Facebook.
O importante é você se lembrar que jogos sociais existem desde que o mundo é mundo. Quer um exemplo? Pong. Nele você era obrigado a jogar com outra pessoa. Um exemplo mais recente está em Tatsunoko VS Capcom, que fica muito mais divertido se você tem alguém ao seu lado. Diga-se de passagem, nós estamos jogando aqui na redação para fazer a análise. E você pode ver um vídeo que mostra uma luta que eu enfrento o Mucioli.
Ainda bem que, nesse vídeo, quem vence sou eu.
02
Não que haja muito tempo aqui na redação para ficarmos de bobeira lá no You Tube, mas para que servem os amigos senão para lhe enviarem coisas divertidas? E foi isso que um deles fez, no fim da tarde de ontem. E não é que o vídeo seja sensacional nem nada, mas vale o post.
E vale porque coloca dois personagens da SNK em uma luta pra lá de viajada. Tirando um pouco do crédito do roteiro, que não foi lá essas coisas, alguns errinhos de português aqui e ali, a animação feita com base nos sprites do jogo diverte. Eu acho mais legal um gif animado que mostra a luta do Kyo, Shingo e Iori com sabres de luz, feita há 10 anos, mais ou menos. Se alguém tiver o gif e quiser postar nos comentários, por favor. Eu tentei achar na net, mas não fui bem sucedido.
A história aqui é simples: Kyo, com o coração partido, vai atrás de uma forma para ressuscitar sua querida Yuki e descobre um pergaminho secreto para tal. Só que esse pergaminho está nas mãos de Geese Howard, que covardemente, barganha a vida de Terry Bogard pelos ensinamentos perdidos da pós-vida. Aí o resto é pancadaria non sense e donzelas em perigo.
Para os que ainda conhecem, referências à Naruto e Fullmetal Achemist aparecem aos montes na animação.
01
por Fernando Mucioli
Eu já mencionei em algum momento aqui o meu apreço pelos simuladores de peleja virtual, ainda que não seja o maior especialista da galáxia quando o assunto são eles. Ainda assim, gosto de entrar online e soltar os meus hadoukens.
Mas, obviamente, nem todo jogo é, assim, um primor do desenvovimento e nem todos jogador é, assim, um primor do comportamento desportivo. Tem um pessoal que leva esse negócio de jogo de luta sério até demais, e aí os resultados podem deixar a gente encarando o monitor com a sombrancelha levantada e a boca levemente torta para um dos lados.
Quer um exemplo? Eu dou.
O que dizer dessa “briga do século”? E dessa aqui, então?
Pelo menos no que diz respeito a games de luta, parece que os jogadores importam mais do que a mecânica. Claro, não ajuda muito se a experiência for toda judiada por bugs irritantes e combos infinitos de um botão só. Mas mesmo que o jogo não tenha os valores de produção de um, por exemplo, Street Fighter IV, diversão dá pra se achar em quase qualquer lugar. É só não levar as coisas tão a sério – e disso, prometo, falarei numa próxima ocasião.
Abraços e até a próxima.
29
Por Renato Bueno
Acostumado a xingar o juiz em Fifa 10, os motoristas “da cidade” em GTA IV ou o tiozinho da vila detonada em Fallout 3? Essa nossa revolta com “o videogame burro” talvez fosse mais comum há 10 ou 15 anos, com tecnologias e estudos ainda primitivos, mas ainda acontece com mais frequência do que gostaríamos de ver.
“Muitos dos jogos que jogamos hoje ainda seguem uma estrutura semelhante a que era usada em Pac-Man”, disse Flávio Soares da Silva, professor da USP (Universidade de São Paulo), durante palestra nesta quinta-feira (28), no evento de tecnologia Campus Party, em São Paulo.
Flávio, que também é PhD em inteligência artificial pela Universidade de Edimburgo, disse que a aplicação de “programação inteligente” nos jogos ainda tem muito para evoluir. Segundo ele, são três os tipos básicos de I.A: profunda, superficial e simulada. Enquanto a profunda é utilizada em projetos de ciência básica, a simulada é usualmente aplicada aos produtos, como os games.
TEORIA E PRÁTICA
Na palestra foram citados games que você conhece. Enquanto Halo 3, por exemplo, segue uma estrutura linear, com inimigos que aparecem sempre no mesmo momento, vindos do mesmo lugar, Left 4 Dead tenta inovar.
O que Left 4 Dead faz, porém, não é criar ZUMBIS INTELIGENTES. Ele cria um SISTEMA QUE SIMULA ZUMBIS INTELIGENTES. É isso que faz com que os inimigos ataquem de lugares diferentes a cada novo “restart” que você dá em uma mesma fase.
O tema, afinal, é bem mais complexo que isso – e os slides apresentados pelo professor podem ser vistos aqui -, mas já temos uma chance para relembrar aqui alguns jogos que fizeram um bom trabalho de inteligência artificial. Ou situações bizarras que resultaram de alguma falha na I.A.
Eu me recordo da bela I.A utilizada em F.E.A.R e Thief – jogos “antigos” que ainda servem de exemplo. Mas também lembro bem de como um bug em Oblivion fez 2 NPCs desviarem de seu rumo natural para me seguir aonde fosse, destruindo qualquer inimigo sem o menor esforço. Uma das “falhas” mais incríveis em um jogo conhecido pelo “excesso de bugs”.
28
Semana passada a Harmonix e a MTV Games colocaram no ar a Rock Band Network, uma comunidade/ferramenta que promete revolucionar o mercado musical e democratizar o setlist do seu joguinho musical.
A proposta da Rock Band Network é simples: Você pega as músicas da sua banda e disponibiliza para download na comunidade, ou seja, aparentemente qualquer pessoa pode ter o seu hit no Rock Band e trazer conteúdo novo para os ouvidos dos jogadores, gravadoras, selos e outras bandas.
Porém além de ter um “preço disfarçado”, já que o conteúdo para criar músicas é de graça mas você precisa ter conta na Xbox Live Gold e na XNA para participar (ambos possuem mensalidades), o esquema para transformar as suas faixas sonoras em faixas digitais cheias de botõezinhos verdes, vermelhos, amarelos, azuis e laranjas, parece ser bem complexo.
A Rock Band Network é uma parceria com a Microsoft, então, por enquanto, está disponível só para Xbox 360. Para colocar a sua música na comunidade é necessário ter uma conta no Rock Band Creators Club (grátis), um gamertag na Live (grátis), uma conta Gold (paga) e uma conta Premium na XNA (paga, e bem paga, variando entre U$49,99 por mês ou U$99,00 o ano). Além disso, você precisa de um Xbox 360 com conexão à internet, um PC que rode Windows, ser maior de idade e ter uma cópia de Rock Band 2.
Depois de se registrar em tudo, é necessário baixar três plugins no site do Rock Band Creators para colocar a mão na massa. São ferramentas de edição que podem desanimar algumas bandas que não tem experiência com essas coisas ou com o jogo.
Foi pensando nisso que empresas como a Rhythm Authors LLC e a RockGamer Studios estão oferecendo um serviço que faz o trabalho pesado e entregar a faixa pronta. O preço é salgado: U$500,00 por minuto de música.
E compensa pagar isso? Por enquanto não dá pra responder essa pergunta, mas o processo para ganhar dinheiro com isso é o seguinte: Depois de digitalizar e subir a sua música na comunidade, os reviewers e outros membros vão avaliar o seu trabalho. Dependendo da quantidade de críticas positivas, ela passa a ser disponível para compra na Xbox Live Marketplace.
É o próprio artista que define quanto a música vai custar – variando entre U$0,99 a U$2,99. A Harmonix e a MTV Games arrecadam 70% do lucro das vendas e o resto vai para o bolso do criador. Por enquanto a Rock Band Network só está disponível nos Estados Unidos.
O jogo já tem mais de mil músicas disponíveis para download e se tornou um grande meio de divulgação de novas músicas e bandas. O Metallica e o Guns N’ Roses disponibilizaram seus últimos álbuns completos para download no mesmo dia em que foram lançados no mercado. Bruce Springsteen e muitos outros artistas disponibilizaram seus novos singles de graça por algum tempo só para promover seus trabalhos. A indústria fonográfica já está atenta a esse mercado e com a implementação da Rock Band Network pode ser que isso se torne mais forte ainda.
Existem vários fatores que podem tornar a RB Network um fracasso; Os artistas precisam ter tempo, dinheiro e paciência para formatar as músicas; Há a dúvida se os jogadores pagariam dinheiro para tocar algo desconhecido; As ferramentas e o processo de edição podem barrar bandas N00bs; A comunidade precisa escutar uma tonelada de material para avaliar e liberar para o Marketplace.
Já no lado positivo, pode ser que gravadoras descubram bandas novas que estão fazendo sucesso no Rock Band; O novo layout do site vai facilitar a busca por canções; Qualquer um pode colocar o seu conteúdo no jogo e cantar e tocar no videogame o que antes só fazia em estúdio – e ganhar dinheiro com isso.
27
Começou no feriado do aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro, mais uma edição da Campus Party, considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo (segundo o release do evento). Eu acabei dando uma passada por lá representando todo o pessoal do GameTV e trouxe algumas curiosidades para dividir com os leitores do blog.
Acho que a essa altura do campeonato todo mundo já sabe que as diversas palestras sobre softwares livres são a coqueluche da festa. Todo mundo participando, fazendo perguntas e se inteirando a respeito do assunto. Há também discussões sobre pirataria, redes sociais (com o Twitter bombando 100% todos os visitantes do evento), modding, robótica, games, convidados internacionais como o responsável pelas ações de marketing para celulares da campanha publicitária de Barack Obama, Scott Godstein – que estava lá hoje – entre outros ilustres.
Tudo muito bom, muito legal, mas e os games, você pode estar se perguntando. Sim, caros leitores, eles estão lá. E não são poucos.
De Xbox 360, passando por PS3 e computadores que colocariam a Caverna do Batman num museu, todos os gamers da Campus Party estavam se divertindo. Hora num Guitar Hero ali do galpão de entretenimento, ou num campeonato de Grand Chase organizado pela Level Up e com prêmios da ATI, ou então desafiando os amigos em partidas amistosas (ou não) de Street Fighter IV em monitores de 30 polegadas, todo mundo tava jogando.
De MMO’s, podíamos contar com as ilustres presenças oficiais de Cabal Online e GrandChase, que sediaram e ainda vão sediar diversas competições para seus clientes. Aí tinha uma modificação para Warcraft 3 chamada DOTA, a mais famosa – de acordo com o gosto dos gamers. Os jogos musicais estão muito bem representados com Rock Band e Guitar Hero, ambos com campeonatos repletos de desafiantes e prêmios. Além das competições de FPS: Quake 3, Unreal Tournament, Counter Strike e do já mais que popular Street Fighter IV, que também teria seu campeonato oficial da Campus Party.
E se não bastassem os campeonatos oficiais, uma série de micros campeonatos, organizados pelos próprios campuseiros animavam as mesas do principal galpão do evento. Era gente gritando para todos os lados, aglomerações, “Yeeeahs!” gritados com euforia e “Uuuuhs” representando a agonia de certos embates. O bicho tava pegando para todos.

Tinha uma cabine de aeronave que dificilmente alguém acharia para vender. O negócio era tão complexo que o lance do “joguinho” não existia. O negócio era simular as adversidades de um verdadeiro voo. Se não bastasse o cockpit super detalhado do simulador de voo, ainda encontrávamos um simulador de corrida com um assento que se mexia por hidráulica às adversidades da pista, simuladores de helicóptero e até uma máquina montada pela ATI com uma Radeon 5850 e três monitores ligados em série graças à tecnologia Eyefinity. Era um show à parte.
Criatividade
O pessoal dos moddings para PC também estavam causando na Campus Party. O famoso Kratos estava lá, todo pomposo em sua fúria grega, assim como um simpático mod do Dragão do Shrek. Tinha um baseado em LOST com refrigeração líquida, revestimento de madeira sólida e o grande logo da Dharma em sua lateral. E de quebra, um monitorzinho na parte da frente mostrando em looping uma cena do seriado e uma série de botões chamativos e luminosos que só o dono sabe para que serve.
Fora as máquinas com tanta iluminação que pareciam baladas portáteis, equipamentos que causariam inveja em qualquer nerd do local. Ops, elas causam, isso é um fato.

A galerinha criativa da parte de desenvolvimento de jogos estavam com seus estandes cheios. Talvez por causa do futuro grande sucesso do mercado de games, o Headbanger Hero, jogo que mistura a ação típica das guitarras do jogo musical, só que retirando o instrumento e inserindo uma peruca no lugar. Essa peruca possui sensores de movimentos que tranformam em pontos o ritmo do jogador na hora de chacoalhar a cabeça e curtir o som pesado de bandas como Slipknot ou Korn.
Do lado do Headbanger Hero existia um jogo que simulava uma manifestação artística de rua que muitas vezes cruza a tênue linha que a separa do vandalismo puro e simples. Era um jogo que transformava o jogador num pichador. A interface do spray com a tela dava realmente uma sensação de estar infringindo a lei. Mas sacudir os cabelos ao som do metal foi muito mais gratificante.
E é lógico que a Campus Party não é só isso, por isso, se quiser saber mais informações sobre o evento, não esqueça de assistir ao Pop Up!, o noticiário da PlayTV. Uma das matérias, com a abertura da feira, já está na grade de programação. Até o fim da semana, a @_stella terá mais material disponibilizado para todo mundo que curte o mundo do entretenimento eletrônico e quer ficar inteirado na feira. E vai ter coisa no MOK e támbém atualizações direto da Campus Party no blog da redação. Só ficar de olho.
26
Por Rodrigo Guerra
O título acima é motivo de alegria para muitos e abre portas para diversas possibilidades. Esta mesma frase foi dita inúmeras vezes, porém, recentemente, George Hotz (GeoHot), que ficou conhecido como por ter sido o primeiro cara a destravar o iPhone, disse que fez tal façanha.
Pelas provas que ele tem exibido em seu blog, ele realmente conseguiu “entrar” no sistema do console, mostrando que consegue escrever linhas de comando no próprio sistema operacional. O cara é bom. Porém, daí para ele fazer um programa que rode no console é outros 500.
Segundo ele, isso acontece por uma brecha no sistema e que não pode ser corrigida por um patch – ou seja, é um problema que existe na própria arquitetura do sistema operacional do console, que está gravado no chip cell. Para corrigir, só instalando outro, mais ou menos como a Microsoft fez com a NXE – só que no Xbox 360, a pirataria é via hardware.
Como ainda está fuçando no videogame, GeoHot ainda não liberou a fórmula mágica. A questão é: será que agora vai? Muitos outros grupos hackers já surgiram e se intitularam como os grandes piratas do PlayStation 3. O que GeoHot fez até agora, muitos já fizeram – como dumpear o HD e escrever o famigerado “Hello World” são exemplos. Coloque na lista nomes fortes como DarkAlex (haker do PSP), StreetSkaterFu (idem) e outros que falharam e até hoje quebram a cabeça em cima do console.
Era uma vez
Tudo começou com o Paradox que, na época do firmware 1.6 do console tinha achado um jeito divertido de travar o PlayStation 3. Os caras falaram que isso era a porta para fazer o loader do PS3 e que logo iriam fazer o programa para o público. Tem gente ainda esperando por isso.
Mais rápidos do que o furacão, surgiu o “Ferrox ISO Loader”. Segundo o vídeo que eles mostraram seis meses depois do lançamento do console. Mas isso foi provado que era uma farsa, um “fake”, como a comunidade costuma dizer.
A última que apareceu foi o “Z Pack”. Os caras dizem ser da Coréia e que lá o sistema de backup é feito com um disco rígido externo. Mas esse é tão falseta, que é uma vergonha (uma janelinha de Windows XP aparecer no PS3, é muita falta de vergonha).
Vale a pena?
É estranho ver tanta gente esperando desesperadamente a pirataria no PlayStation 3 e quando o cara do iPhone consegue fazer algo, é como se o mundo estivesse sendo recriado. Parece que será o reveillon – mas é o contrário disso.
Os jogos existem porque é um mercado, assim como a loja de 1,99 da esquina, ele só existe visando o lucro. Se o lucro passar a não existir, fatalmente o mercado morrerá – simples assim. Claro que isso venderia mais consoles, mas se vende a máquina e não os jogos, alguma coisa deve estar errada, não?
Além disso, escrevi no Guerreiro, meu antigo blog, o seguinte artigo “ O PS3 não tá desbloqueado e não vale o esforço”. Sabe o que mudou de fevereiro de 2008 pra cá? Quase nada, quer dizer, o PS3 já está custando R$ 1200, e o Blu-ray virgem custa cerca de R$ 50 – os jogos continuam com preços proibitivos.
Mas os arquivos de ISO do PS3 são maiores que o do Xbox 360, com cerca de 15 GB – isso nos jogos multiplataforma, pois nos exclusivos os arquivos chegam a usar 50 GB na boa. Só para baixar esses jogos seria uma eternidade. Será que você teria disposição para gastar toda sua banda de internet para baixar um game que talvez nem goste? E outra: você colocaria em risco o seu investimento de mais de mil reais?
Só que, se rolar mesmo a pirataria prepare-se para retaliações. Assim como a Microsoft, a Sony também tem armas para banir os usuários de pirataria da sua rede – ela já fez isso várias vezes por mau comportamento na PSN. Será que vale perder uma funcionalidade tão importante nos dias de hoje? Quem foi banido da Xbox Live sabe que não.
Claro que os jogos poderiam ficar mais baratos para evitar a desculpa da pirataria, mas aí é uma outra história – e para outro post.
21
por Fernando Mucioli
Outro dia eu comentei aqui no blog que não estava tão contente com a Capcom lançando Mega Man 10 – o segundo episódio retro da série em dois anos – apesar de eu ser um grande fã do mascotinho robótico azul. Hoje vou explicar o motivo.
Na verdade, já expliquei. Publico aqui um texto que escrevi não-faz-tanto-tempo-assim, mas que serve como protesto para esse caso e tantos outros de empresas que querem arrancar nosso rico dinheirinho nos fisgando pela nostalgia. Em frente, então:
“Mega Man 10 é picaretagem.
Quem acompanha esse blog sabe que sou uma pessoa meio azeda, mau humorada, sem graça e meio do contra. O último só por diversão. Sabe também que eu gosto dos jogos bons. Dos ruins também, mas prioritariamente dos bons.
E eu adoro Mega Man. Na verdade é uma das minhas séries favoritas junto com Castlevania.
Porque picaretagem, então, se vão reviver (de novo) uma série tão boa de jogos tão bons do jeitinho que a gente lembrava e amava? Pois é, essa última coisinha aí é que é o meu problema. Eu não quero as coisas que eu gosto do jeito que eu gostava quando as conheci. Pelo menos não mais. Para isso tivemos Mega Man 9, pro qual eu já dei uma bela torcida de nariz como vossas senhorias podem averiguar aqui mas que, pensando em retrospecto, é até algo passável. Justificável, até.
Mas fazer duas vezes a mesma coisa? Aí não. Encontro-me de boa. Eu não vou nem discutir a inclusão de um Sheep Man, um Homem-Ovelha-Robô na história, que talvez seja a melhor ideia que tenham tido nesse negócio todo. Só que lançar o segundo Mega Man 2D 8-bits nesse estilo primeiro que me cheira à preguiça. Segundo que me cheira a retrocesso.
Eu francamente não sei se o melhor caminho para a já bem falia franquia do heroizinho azul é se manter nas aventuras 2D. Mas sei não se renova nada ficando preso ao passado. E sei que o futuro podia ter sido Battle Network, mas não foi. Sei também que, infelizmente, o pai Keiji Inafune hoje em dia não dá a mínima para o que acontece com a série.
Mega Man Legend 3? Duvido. Só mencionaram porque sabem que nunca vão fazer.
O risco de inovar existe. Ele sempre existe. E é capaz que se percam mais fãs antigos do que conquistem novos, caso fossem apostar em algo realmente novo. Prefiro, porém, que meu herói morra com alguma dignidade do que continue vivendo na mediocridade.”
Concordam? Discordam? Deixem as opiniões nos comentários.
15
por Fernando Mucioli
Olá, olá mais uma vez. Como vai você? Já recuperado das festanças de ano novo? Preparado para encarar o ano que já começou? Ou só enrolando até depois do Carnaval?
Aqui, como você já pôde ver, estamos a todo vapor. Inclusive, para facilitar a sua vida, estivemos colocando no ar, durante essa semana, uma lista com os 50 Jogos mais Esperados do Ano. A última parte foi ao ar hoje – mas isso você já sabe.
Você já sabe também, como noticiamos no site, que a série Mega Man Zero vai ser relançada inteirinha para Nintendo DS. E eu, que sou um tanto quanto fã do tão maltratado mascote azul da Capcom, fiquei bastante feliz.
Maltratado porque não vejo o novo episódio retrô da série com muito bons olhos, mas sobre isso eu falo depois.
Tive o prazer de jogar todos os quatro capítulos no Game Boy Advance e lembro que sempre contava os dias quando sabia que sairia um novo. Admito que é uma série meio cruel, não muito boazinha com quem não tem experiência no extermínio de robôs fora de controle, mas encarar esse desafio vale muito, muito a pena. Esse já está na minha lista, apesar de não ter entrado na nossa.
Por falar em desafio e por falar em Mega Man, vi esses dias um vídeo no YouTube que condensa muito bem as duas coisas. Imagine ter que enfrentar todos os chefes de qualquer jogo da série de uma vez só. Pois é:
Esse é Mega Man 2 De uma Vez Só, que algum japonês talentoso e desocupado disponibilizou na Internet pro pessoal que já vence o jogo de olhos vendados. Eu não sei onde tem para baixar, então se vocês souberem, me digam!
Outra coisa interessante que apareceu foi o primeiro trailer da adaptação para cinema da série Tekken:
Eu pessoalmente gostei – daquele jeito que se gosta do filme de Mortal Kombat. O que vocês acharam?
Por fim, mas não menos importante, temos outra novidade. Alguns bons e velhos companheiros que estão com a gente desde o início do site – lá no longínquo 2005 – decidiram montar um espaço para os leitores pararem, sentarem e discutirem sobre o GameTV ou qualquer assunto relacionado a games ou qualquer outro assunto. Eu estou lá, também, e em breve estaremos todos.
Prestigiem o trabalho dos rapazes aqui. Obrigado pelo apoio sempre!
E por enquanto é só. Até semana que vem, um abraço e até mais!