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porJefferson Kayo
A madrugada de quinta para sexta foi agitada. Tão agitada que ainda estou aqui, na frente do pc escrevendo as impressões do evento de lançamento nacional de Killzone 3.
Da mesma forma que aconteceu com God of War III em março de 2010, o pessoal da Sony Brasil caprichou no lançamento do jogo de tiro em primeira pessoa exclusivo do PS3. Novamente tivemos os fantasiados profissionais, agora na forma de soldados humanos e Helghasts, com suas vestimentas características, cicatrizes de guerra e é claro, metralhadoras divertidas – se me permitem juntar esse adjetivo ao instrumento bélico.
Apesar de ser um grande título para o console da Sony, a multidão presente não chegava aos pés do lançamento do espartano cinzento. Tinha bastante gente, mas a muvuca foi bem mais tranquila e até a 1h da manhã acho que todo mundo já havia comprado sua cópia. A diferença para o lançamento desse título é que uma ação paralela estava acontecendo nas ruas de São Paulo.
O lance era o seguinte: algumas pessoas fizeram a pré-compra do produto via site e se propuseram a receber o jogo no conforto do lar. O que eles não sabiam é que quem iria entregar o Killzone 3 para eles eram os próprios personagens do game. Sempre em duplas (um Helghast e um soldado humano), os atores fantasiados bateram na porta dos compradores durante a madrugada e encenaram uma sequência em que o soldado humano pede a colaboração do “companheiro” para manter cativo – e matar, se preciso – o Helghast, enquanto ele lhe entregava o jogo e o convocava para guerra.
Toda essa encenação você verá logo mais na PlayTV, lá no MOK, o programa do Luciano Amaral. Ele acompanhou de perto essa ação da Sony e documentou tudo numa matéria especial que será exibida em seu programa.
No Shopping Bourbon, em São Paulo, a galera também assistiu a um teatrinho (com muitas frases do tipo “Vocês querem MATAR Helghasts?” e “Você tem duas opções…”) e depois teve a chance de comprar uma cópia do jogo. Era possível também experimentá-lo em telas de LED em 3D ali mesmo, nas dependências da loja.
Um exemplar da Sharp Shooter estava à disposição das pessoas que visitaram a loja da Sony Style. Segundo Anderson Gracias, diretor da divisão PlayStation na Sony Brasil, a previsão para a chegada do acessório é prevista para abril de 2011.
Vamos torcer para que eventos do gênero continuem a despontar por aqui. Quem realmente gosta de um título sabe o quão divertido é estar presente no seu lançamento, com festinha, farra na madrugada e gente fantasiada para tudo quanto é lado. Valeu aí, Sony Brasil!
Veja o resto das fotos na galeria:
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Apesar do título boladão do post, isso não é mais um filme da sessão da tarde, mas sim as impressões deste que vos fala (Jeff K, caso a assinatura do post não apareça) a respeito da cobertura do evento que a Nintendo organizou em Nova Iorque, e gentilmente nos convidou a participar.
Depois de quase 10 horas (se pá, mais), lá estávamos nós, jornalistas brasileiros (sim, fomos em uma comitiva muito bacana juntamente com o pessoal do IG, UOL e G1, sem falar da galera do MSN Jogos e do Pablo M. que todo mundo conhece), na cidade que nunca dorme, Nova Iorque. O evento, que aconteceria no dia seguinte, estava planejado para às 9h da manhã, seguindo a tarde toda, quase até escurecer (mais ou menos umas 15h da tarde…). Deixando nossas desventuras pela Times Square e lojas de games não tão legais (infelizmente), vamos ao que interessa, certo?
Reggie Fils-Aime foi o mestre de cerimônias daquela manhã, e nos presenteou com uma breve (mas bastante esclarecedora) recapitulação da Nintendo, com seus consoles e sucessos. O ápice do discurso foram as palavras 3D e imersão. O que o 3DS – segundo Reggie – vai proporcionar ao jogador, não terá igual. E olha, eu que estava bastante cético em relação ao portátil, confesso que me surpreendi. A sensação 3D da pequena (mas cheia de definição) tela do aparelho te dá é bastante aprazível. Talvez você leve seus cinco minutos para se acostumar a enxergar o 3D sem óculos, mas depois é tão natural quanto andar de bicicleta. Dor de cabeça, incômodos com armações, essas coisas não existem.
Mas (sempre tem um ‘mas’) tem um porém: você não pode vacilar com a posição do portátil. Se ele der uma escorregadinha que seja para baixo, você perde a tridimensionalidade da imagem e a coisa complica. Precisa ser firme com o aparelho e manter-se bem de frente para não estragar o efeito. No meu caso, sofri horrores com Kid Icarus, que força você a segurar o 3DS com uma mão só, daí ele sempre ficava penso, era uma tristeza…
E que 3D bonito o do Kid Icarus, vou te contar. A sensação é bem agradável, mesmo com a câmera se movimentando sem parar. O mesmo não pode ser dito para o Pro Evolution Soccer, que acabamos de colocar na home do GameTV como destaque principal. Mesmo sendo uma porcaria (me perdoem os fãs, mesmo porque eu também sou um), vale uma espiada. Outros dois que merecem o meu e todos os outros respeitos do universo são Super Street Fighter IV 3D Edition e Resident Evil: The Mercenaries. Ambos com suas impressões já publicadas naquele site maneiro dos escritores bacanudos.
Acho que o direcional analógico do 3DS é um dos melhores que eu já joguei. Nem se compara ao direcional apertado do PSP, por exemplo, muito mais anatômico, todo emborrachado e bastante preciso em seus movimentos. Já o em forma de cruz me decepcionou, devido ao seu material, idêntico à carcaça do aparelho (o que não é nada inteligente, principalmente se formos jogar um SSFIV da vida. Adeus dedos…
E para finalizar, a coletiva serviu para descobrirmos a data oficial do lançamento do console (27 de março), seu preço (249 dólares) e a promessa de que teremos até uma loja virtual com preços em reais. Bem legal, né?
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por Daniel Mello

Está rolando entre os dias 17 a 23 deste mês, no Centro de Exposições Imigrantes, aqui em São Paulo, a quarta edição brasileira da Campus Party.
Durante a semana toda, blogueiros, tuiteiros, desenvolvedores de software, case-modders, web deisgners, estudantes de robótica e aspirantes a músico se reúnem para trocar arquivos, informações e experiências, além de assistirem palestras com especialistas e pessoas importante.
Para quem curte games, a farra é um pouco menos divertida. Rola o velho (e ilegal) compartilhamento de jogos baixados em torrent e uma outra sessão de jogatina com Call of Duty: Modern Warfare 2. Andando pelos corredores da área de jogos, o cenário surpreendeu: muita gente jogando World of Warcraft, ou jogos de PS3 ou Xbox 360 sozinhos mesmo, geralmente em telas de LCD de 26 ou 32 polegadas. Quer dizer, coisa que o cara pode fazer em casa.
A baixação de arquivos era insana. De longe dava para ver a galera usando os programinha para deixar os downloads na fila e tudo mais. Estranhamente, o mesmo pessoal que pirateia e distribui games na maior cara de pau ali estava aplaudindo a palestra do projeto que visa diminuir os impostos de jogos no Brasil.
Galera, um jogo de PC já custa aqui o mesmo preço que custa lá fora. É só usar o Steam e comprar Dead Space 2 semana que vem por US$ 59,99, que pela cotação de hoje, correspondem a R$ 100. Mas já era esperado que a Campus Party fosse uma farra da pirataria, e quem não baixa jogo por lá, baixa no torrent em casa mesmo. O que não dá pra aguentar é a hipocrisia da galera.
De resto, os campeonatos “oficiais” organizados por lá tinham poucas informações. “Tá meio fraco, ano passado tivemos muitos campeonatos, e esse ano aqui tá muito desorganizado nos qualifiers, tudo muito devagar. Ano passado teve qualifying todo dia, com muito mais gente jogando”, disse Carlos Massucato, campuseiro que veio de Araras, interior de São Paulo. Matheus Bombonato, também de Araras, resumiu a situação: “não tem nada aqui de bom aqui, só Combat Arms”.
Na mesma seção dos campeonatos, os campuseiros podiam dar uma conferida no Kinect do Xbox 360, com as estações sempre cheias. Quem curte games teve mesmo que ficar do lado ilegal da coisa e partir pro download de games piratas.
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Não tenho do que reclamar de 2010. Aliás, tenho: Podia ter saído mais um Uncharted. Ops, foi mal, será lançado em 2011, então beleza. Falando sério, foi um ano excelente, cheio de novidades para todo e qualquer tipo de gosto. Dos hack’n slashs, para os RPGs (americanos e japoneses), jogos de mundo aberto, fechado, corrida (até que enfim GT5), violentos (Zeeeeeeeeeus!!!) e até fofinhos (aquela bola rosa que o diga). Teve para todo mundo.
Eu curti
Não vou cair na mesmice e falar de como eu gostei de God of War 3 e como ele é meu jogo preferido de 2010 e de todos os tempo. Simples, porque ele não é. Foi legal? Para caramba. Mas sei lá, foram tantos GOWs iguais que mais um, menos um não fez muita diferença. Faria falta se não tivesse, não posso negar, mas acho que rolou uma auto sabotagem.
God of War Collection, God of War 3, God of War Chains of Olympus, Ghost of Sparta (que veio agora no fim do ano), Kratos humilhou seus inimigos em todas as plataformas (da Sony) e de uma forma bastante parecida. Aí rolou uma canseira dele, passageira, claro, mas rolou. De novo, não é que eu não tenha gostado (porque jogo até hoje), mas é que não é o meu preferido, só.
Além do espartano, outro que realmente me impressionou foi Red Dead Redemption. Produzido pela Rockstar, todo mundo achou que seria apenas uma skin de GTA4, o que não é. O jogo carrega suas próprias características, não é apenas um “sucessor espiritual” do clássico da bandidagem. Você ter que domar seu “veículo”, sobreviver em meio às adversidades que a Mãe Natureza coloca em seu caminho e apreciar aqueles cenários impecáveis, em nada lembra GTA. Cada um deles com a sua própria essência.
E nem vou começar a falar do DLC com zumbis…
Aí para quem gosta de corrida: Need For Speed Hot Pursuit e Gran Turismo 5. “Iguais” e diferentes ao mesmo tempo. Quem curte corridas alucinadas, carros exóticos e a total falta de regras gravitacionais, esse é o seu jogo. O Autolog, no melhor estilo Facebook de ser, agenda corridas, salva suas fotos e humilha adversários.
Gran Turismo 5, por outro lado, é mais sério, sisudo. Jogo pra gente grande, que quer um simulador, não uma corrida maluca. Mesmo com a demora do seu lançamento, arrebatou o segundo lugar na lista dos mais jogados agora no final do ano. Bacana e divertido, com seus acertos e erros. Não podemos deixar ele de fora, os ‘istas’ que me perdoem.
Quem curte anime se deu bem também: One Piece pro DS, Naruto pra multiplataforma (a primeira incursão da Cyberconnect2 fora da Sony) e Sengoku Basara 3 no ocidente como deveria ser lançado desde sempre, e não como Devil Kings (tá que não é tão anime, mas ganhou um em 2009).
And the Oscar goes to…
Meu melhor de 2010 vai para um gênero ressuscitado no ano passado, na verdade: os jogos de luta. Street Fighter IV colocou o fighting game de volta no mapa, reacendendo a chama dos hit combos, dos Hadoukens e Shoryukens. Aí, sua continuação, sob o codinome de SUPER (da mesma forma que aconteceu nos anos 90), consagrou-se não somente como título, mas inspirou a volta da pancadaria digital.
Com esse retorno escrito, pude ainda desfrutar de outra grande surpresa: BlazBlue. Dos mesmos desenvolvedores de Guilty Gear, o 2D desenhado à mão nunca foi tão belo. Sua continuação, BlazBlue Continuum Shift – meio pilantra, devemos ressaltar – afinou e delineou os personagens criados em 2009, marcando na cabeça de cada um dos jogadores nomes como Ragna, Jin e Noel – agora tem Hazama, Lambda e os DLCs caríssimos de novos personagens.
Mecânica aguçada, senso estético “mangático” e um gosto peculiar pelo fanservice que ronda o Japão, BBCS inaugura oficialmente – já que Tatsunoko vs Capcom é da mesma empresa e veio no fim de 2009, com a versão americana de 2010 – a disputa pela hegemonia dos jogos de luta. Agora é esperar pelo ano de 2011 e encarar os próximos adversários em MVC3, KOFXIII e Mortal Kombat.
PS.: E não, não esqueci de Bayonetta, Transformers, Allan Wake, Scott Pilgrim, Splinter Cell…
Eu não curti
Tivemos algumas tranqueiras também, não tem como escapar. O plagiarismo de Quantum of Theory me tirou do sério, de verdade. A adaptação absurdamente aloprada de Harry Potter e as Relíquias da Morte (parte 1), que mesmo inspirada num bom filme do bruxinho inglês (gostei mesmo do filme) ficou perdida entre o LSD usado e a falta de noção das pessoas que produziram o jogo. Um FPS de varinha de feitiços? Ah, vsf…
E o Clash of the Titans, então? Só me fez querer derreter o disco e voltar para God of War!
Outro que foi um êxtase da (falta de) criatividade: Pure Futbol. Só a abertura dele, com o Pelé premiando o vencedor de uma partida no topo de um prédio, já foi suficiente para explodir minha mente. DE VERDADE!
O ano de 2011 já começa bem: Killzone 3, Marvel vs. Capcom 3 e MK (apesar de não ser fã da série da ex-Midway). Aí rola um Batman no meio do ano, um Gears of War no fim e, é claro, Uncharted 3. E juro, não quero erguer ‘ismos’ aqui, mas eu realmente gosto de Uncharted, independente da plataforma.
E é isso, boas festas e muitos jogos. E contrinhas na PSN, se quiserem.